Inflação Setembro 2026

Inflação homóloga em Cabo Verde sobe para 2,7% em setembro

A inflação homóloga em Cabo Verde atingiu 2,7% em setembro de 2026. Transportes e alimentação lideraram a subida mensal dos preços.

Os preços no consumidor em Cabo Verde aumentaram 2,7% em setembro de 2026 face ao mesmo mês do ano anterior, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE). Os transportes e a alimentação foram os principais contributos para a subida mensal dos preços.

O Índice de Preços no Consumidor registou um aumento de 1,1% entre agosto e setembro de 2026, após a descida mensal de 0,1% apresentada na publicação do INE referente a agosto. Os preços dos transportes subiram 5,1% em setembro, enquanto os da alimentação e bebidas não alcoólicas aumentaram 1,1%. O quadro de contributos do INE atribui 0,69 pontos percentuais da variação mensal aos transportes e 0,31 pontos percentuais à alimentação e bebidas não alcoólicas.

A taxa de variação média dos últimos doze meses situou-se em 1,5% em setembro de 2026. Este indicador compara o índice médio dos últimos doze meses com o dos doze meses anteriores. A inflação acumulada, que mede a evolução dos preços desde dezembro de 2025, atingiu 1,4%.

O relatório de setembro do INE apresenta valores históricos diferentes dos publicados em agosto. A taxa de inflação homóloga de agosto surge em 1,1%, face aos 0,8% inicialmente divulgados. A inflação subjacente de agosto aparece em 0,3%, contra os anteriores 0,8%, enquanto a média dos últimos doze meses passa de 1,3% para 1,4%. O relatório de setembro não explica estas diferenças.

A inflação subjacente, que exclui energia e bens alimentares não transformados, atingiu 1,5% em termos homólogos em setembro de 2026. Na leitura da ECOTEIRA, a pressão sobre os preços estendeu-se para além dessas categorias excluídas.

A subida dos preços no consumidor em setembro coincidiu com um aumento médio de 4,51% nos preços máximos dos combustíveis, em vigor desde 1 de setembro. A atualização de setembro da ARME elevou o preço da gasolina em 4,34% e o do gasóleo normal em 7,49%, enquanto o butano desceu 0,21%. Os ajustamentos integram o mês de referência do IPC, embora o relatório do INE não isole o contributo dos combustíveis para a subida dos transportes.

Uma nova atualização dos combustíveis já está em vigor para o próximo mês de referência do IPC. A ARME aumentou os preços máximos dos combustíveis em média 10,70% a partir de 1 de outubro de 2026, com a gasolina a 197,20 CVE por litro e o gasóleo normal a 190,30 CVE por litro. A subida do butano ficou limitada a 5,73% ao abrigo da Resolução n.º 111/2026.

Leia também: Cabo Verde mantém proteção no butano com custos públicos sob pressão.

xI: Impactos esperados

Orçamento alimentar das famílias: O aumento de 1,1% nos preços da alimentação e bebidas não alcoólicas em setembro encarece a manutenção do mesmo cabaz de compras. As famílias com orçamentos inalterados enfrentam uma escolha entre ajustar essas compras e reduzir outras despesas.

Custos familiares com energia e transportes: A subida de 5,1% nos preços dos transportes em setembro encareceu essa componente do cabaz de consumo das famílias. Os preços mais elevados da gasolina e do gasóleo em outubro aumentam os custos de abastecimento, enquanto os consumidores de butano beneficiam de proteção parcial ao abrigo da Resolução n.º 111/2026.


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