A Bolsa de Valores de Cabo Verde anunciou um novo leilão de Bilhetes do Tesouro, marcado para 28 de maio de 2026, com parte da emissão reservada ao público através de lances não competitivos. A operação, conduzida pela Direção Geral do Tesouro, permite que particulares e instituições invistam em títulos públicos de curto prazo no mercado nacional.
Glossário
Bilhete do Tesouro
Título de dívida pública de curto prazo emitido pelo Estado.Lance Não Competitivo
Modalidade em que o investidor participa sem concorrer diretamente por taxa.Lance Competitivo
Modalidade em que o investidor apresenta a taxa ou preço pretendido.Maturidade
Prazo ao fim do qual o Estado reembolsa o capital investido. Neste leilão: 180 dias.
O leilão refere-se a Bilhetes do Tesouro com maturidade de 180 dias, valor nominal de 1.000 escudos por unidade e montante total de 791,795 milhões de escudos. A emissão está prevista para 29 de maio de 2026.
Do montante anunciado, 150.000 unidades estão reservadas para lances não competitivos, modalidade que permite a participação de investidores sem concorrência direta por taxa. As restantes 641.795 unidades destinam-se a lances competitivos.
Os interessados em participar devem contactar um dos bancos operadores de bolsa autorizados:
- Banco BAI Cabo Verde
- Banco Cabo-verdiano de Negócios
- Banco Comercial do Atlântico
- Banco Interatlântico
- Caixa Económica de Cabo Verde
- Intercontinental Investment Bank Cabo Verde
O que este leilão significa para o mercado?
O leilão reforça o papel dos Bilhetes do Tesouro como alternativa de aplicação financeira no mercado nacional. Para particulares e instituições, estes títulos oferecem uma forma regulada de aplicar poupanças em dívida pública de curto prazo.
Para o Estado, o instrumento apoia a gestão de tesouraria e o financiamento de curto prazo. Para o mercado financeiro, reforça a ligação entre poupança interna, bancos operadores e mercado de capitais.
O resultado do leilão será importante para medir o apetite dos investidores por dívida pública e avaliar se os títulos do Tesouro continuam a mobilizar a poupança interna em Cabo Verde.





